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Estrada

Enganado pela esperança,
esquecido pela amizade.
Caminhei só por longas estradas,
sendo acompanhado pela minha solidão
e pela escuridão que a mim rodeava.
Sem lugar para ir,
sem lugar para retornar,
sem alguém para abraçar...
Caminhava a procura disso,
em busca do que todos tinham.
Por mais que não existisse esperança,
por mais que não existisse fé,
eu continuava a procurar.
Minha mente já desistia
e a lógica começava a definhar diante dos meus olhos.
E a única coisa que me mantinha em pé
eram as lembranças tão distantes daqueles dias felizes.
A estrada ainda não terminou,
mas aos poucos vejo pontos de luz
que bem devagar aquecem meu coração frio,
fazendo-o bater novamente.
Aos poucos os pontos de luz aumentam,
e o caminho que antes parecia escuro,
começa a clarear.
Aos poucos percebo que não estou mais só...
A estrada ainda não terminou.
Mas, finalmente, encontrei um lugar para chamar de lar.
Um lugar onde sempre tem alguém a me esperar com um sorriso
e não importa quanto forte são as lagrimas.
Aqueles braços fortes sempre estarão lá para me sustentar.
E a única coisa que consigo dizer é:
Obrigada...
Com muito carinho e amor para minha amiga e irmã Sónia Filipa da Silva Vogado .
Muito obrigada por estar sempre ao meu lado, o meu maior presente vou ter me encontrado com você.

Botão de rosa

Andava pelas ruas
sem pensamentos profundos,
apenas observando
a
vida
em
volta.

Foi quando vi,
um pequeno botão de rosa.
Vermelho como a paixão
discreto como um casal de amantes.

Não conseguia
retirar meus olhos.
Sem pensar,
puxei a frágil flor do solo.


Levei-a para casa,
dei água, luz e terra...
Contudo ela não florescia.


Com um pesar no meu peito,
voltei
para o local onde tudo tinha começado.
Replantei-a e fui embora.

Tempos depois.
Eu a vi.
Tão linda.
Madura.
Aberta.
Suas pétalas delicadas
se exibiam
para todos.
E uma multidão,
encantada
a olhava.

Todos os dias,
eu a via,
porém,
a distancia.
Jamais poderia
deixar de vê-la...