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Chasing pavements


Um dia eu te amei muito e acreditei ser eterno. Juro que acreditei, lutei com unhas e dentes por aquilo que queria acreditar e tentei te fazer acreditar no mesmo sonho que eu. Contudo, eramos e somos muito diferentes... Nada parecia nunca dar certo. Nossos defeitos foram superando nossas qualidades, mas quem poderia desistir de algo eterno?


Não desisti, mesmo quando todos ao meu redor me pediram isso. Perdi amigos próximo, perdi coisas importantes, mas não quis te perder. Nunca quis te perder, até aquele dia...

Aquele dia, as duras palavras ditas e a frieza. Nenhuma lagrima sua pode me provar que aquelas palavras eram menos reais. Finalmente entendi as famosas palavras de tantos poemas sobre o final de algo, e aquela dor enorme. Uma única palavra foi nosso fim. Nunca te admiti, porém foi... Eu chorei, mas algumas lágrimas não se permitiram sair....

Essas lágrimas ficaram dentro de mim ficaram no meu coração, criando uma incerteza e mais magoas e dores. Até um dia o coração se rompeu e de lá saiu as últimas partes do meu "eterno" amor por você. Uma palavra, talvez tivesse que ter sido dita antes... Talvez nunca tivesse que ter sido dita. Contudo, não se muda o passado.

Os dias passaram, e o amor ainda ia escoando de dentro de mim. Não conseguia pensar em ninguém, nem em nada. Não era uma dor que morava em mim, mas algo pior... indiferença. Nunca quis sentir isso, mas ele ia se enraizando naquela terra já sem lágrimas nem amor.

A indiferença foi ficando como minha companheira e os segundos foram passando e se tornando dias, semanas e meses. Era tão normal eu já sentir isso, que não me importei de ficar fazer minhas pequenas besteiras.

Porém por não amar ninguém, daquela maneira mortal e completamente apaixonada. Descobri algo que devagar foi quebrando minha indiferença para trazer um calor para dentro de mim novamente... Amigos. Owm meus bons amigos que mesmo nos momentos mais errados meus, falaram que eu ainda era perfeita, sem nem ao menos tentar me consertar. Muitas brigas e pequenas discursões, alguns sumiços e ainda sim não sairam do meu lado e ainda conseguiram me chamar de melhor amiga. Novos amigos que foram crescendo dentro de mim.

Eles me levaram para conhecer o mundo, aquele que eu nao conhecia. Aquele da verdadeira risada, da vontade de não sair do lado de alguém por mais simples ou idiota que tenha sido seu dia. Aqueles que por mais bobo que fosse sempre me defendiam. Aqueles que faziam as coisas mesmo sem gostar porque queriam me agradar. Aqueles que me fizeram sorrir, não somente do lado deles, mas até mesmo quando penso estar só.

Devagar, com tantos novos mundos abrindo-se diante dos meus olhos eu comecei a parar de pensar na dor. Até um dia a dor e a indiferença se transformaram em uma mera lembrança e uma doce saudade.

No dia que isso aconteceu, eu te conheci.... e meu coração novamente disparou. Não por causa de uma grande amizade, mas novamente por amor.

Deveria arriscar correr atrás de pavimentos que não sabemos em qual rua irá acabar? Devo preservar meu coração que depois de tanta dor finalmente voltou a bater?

Quero correr atrás dos pavimentos a minha frente, mesmo incertos e mesmo que não me levem a lugar nenhum. Tantos motivos que talvez não caibam nesse pequeno espaço, todavia, tem dois tão importantes.... Primeiro, jamais iria me perdoar se você fosse meu " para sempre" e eu nao tivesse nem ao menos arriscado por medo. Segundo motivo, não importa se eu me perca...ou se for parar numa ruela estranha, tenho vocês para me guiar de volta....

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