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O despertar estranho

O despertador tocava uma música estranha, abri os olhos devagar para apertar o botão da soneca, porém ter aberto meus olhos de relance tinha me feito ver algo novo. Tomei um susto e segundos depois estava sentando na cama olhando o que um dia tinha sido meu quarto. Agora, era um apanhado de cores que se misturava nas paredes, o teto havia um desenho de céu ensolarado e o chão era um enorme tapete imitando grama.

Ainda assustado, abri a janela para ver o que aconteceria. O que eu vi foi uma cidade inteira de cabeça para baixo. Bem em frente a mim passava um homem.... UM HOMEM de cabeça para baixo e ele ainda parou e me cumprimentou como se fosse a coisa mais normal do mundo. Belisquei-me de leve algumas vezes e depois de ver que aquilo não era um sonho fiquei olhando abismado para tudo ali na frente.

Tentei voltar ao meu senso e entender o que raios estava acontecendo ali. Olhava para o meu quarto a procura de alguma solução para tudo aquilo, foi quando eu vi a porta de madeira. Não pude me conter, comecei a caminhar até lá. Se minha janela tinha no seu exterior uma outra cidade inteirinha, o que haveria atrás da minha porta???

Segurei a maçaneta por alguns segundos, pensando se deveria abrir ou deixar tudo confuso como estava, mas sabe aquela maldita curiosidade que nos assola? Pois bem, eu a sentia na pele. Não me conti mais, girei a maçaneta e abri apenas uma fresta. Meu queixo caiu, de novo aquilo estava acontecendo muito naquela manhã, bem na minha frente tinha uma savana africana, ou melhor parecida com a africana.
Abri mais e comecei a olhar tudo mais atentamente, tinham zebras comendo bem na minha frente e logo ali ao lado havia um rio quase que seco. Tudo realmente fazia sentido, se eu tinha uma cidade invertida porque não uma savana na minha porta? Queria sair para explorar, mas senti algo se movendo próximo. Olhei e vi um gatinho bem grande... mas bemmmm grande, mais conhecido como leoa. Corri para dentro e fechei a porta respirando rápido. Acredito que ela me olhava como se eu fosse o jantar e isso não tinha sido legal.

Respirei profundamente algumas vezes tentando me recuperar. Estava com fome e cansado. Olhei para o Sol do meu teto e vi que ele estava mais ou menos no meio, ou seja, era hora de comer. Porem como faria para chegar a minha cozinha se tudo tinha virado uma savana no caminho? Tive uma idéia e corri ate a janela, chamei um menino e lhe dei dinheiro pedindo para que me comprasse algo bem gostoso para comer e que se ele voltasse lhe daria ainda mais. Ele sorriu contente e foi pegar algo, esperei uns minutos e ele voltou com uma comida estranha. Agradeci, dei o dinheiro e fechei a janela começando a comer. Era estranho, mas comestível.

Fiquei deitado na minha cama pensando demais, mas ao mesmo tempo perdido em pensamentos sobre a minha vida. Eu poderia me acostumar aquela vida sem trabalhos ou escola, apenas ficar preso ali dentro. Contudo, acredito que meus pais iriam ter um ataque por nunca mais me encontrar. Tentei entender como tudo aquilo tinha acontecido. Passei o meu olho pelo lugar, nada me dava uma pista conclusiva sobre nada. Suspirei.

O sol já estava indo embora... quer dizer, o sol fajuto de meu teto. Foi quando meus olhos repousaram sobre o meu computador ainda ligado. Eu tinha ficado a escrever ontem antes de ir dormir. Era isso!!!!!! Tudo fazia sentido agora...
Pulei da cama e vasculhei meu quarto, joguei as cobertas para longe e vi ali embaixo escondido de todo mundo, puxei rápido antes que fugisse. Minha imaginação. Isso que dava tê-la muito grande e com tendências rebeldes. Coloquei-a de volta no lugar. Sorri vendo tudo voltar ao normal.

Momentos depois minha mãe entrou no quarto me mandou me arrumar rápido para a escola. Sorri e peguei um papel escrevendo rápido um resumo. Mais tarde passei toda a minha manhã para uma folha de caderno. Como ninguém jamais acreditaria em mim transformei em uma historinha...Acreditar ou não agora fica a sua escolha...


***
Comentários da autora: Oi gente... bom esse é meu primeiro texto meio paranormal, nao me perguntem da onde veio a ideia, ela simplesmente veio e eu me diverti muito escrevendo esse texto!
espero que todos gostem e dessa vez eu gostaria de dedicar o texto para minha amiga Mary que sempre me apoia a continuar escrevendo, a minha amiga So que me disse que a historia tava demais e a Gi por ser minha nova amiga!!!!! E a todos voces que lem o que eu faço.
Beijos ate a proxima

Pequena confissão

Fechei meus olhos com força, não queria, mas o fiz. Precisa saber se isso era apenas um sonho. Ouvi sua voz perto da minha orelha e eu apenas ri e abri os olhos, você estava lá, rindo da minha patética atitude. Como se fosse uma brincadeira de criança, você se pões a imitar. A noite passou de maneira acelerada, as estrelas sobre nossas cabeças e nossos olhos abrindo e fechando numa grande velocidade. Apenas para constatar, que aquilo não era um sonho.

O filme era o que menos importava, apreciava mais ver as suas feições com cada nova cena. Às vezes, podia sentir-te olhando-me de lado, e eu voltava minha misera atenção ao filme, mas ambos sabíamos que não iria durar muito. Era uma divertida brincadeira de pique esconde, no qual a graça era ser apanhado e dar um leve sorriso envergonhado e voltar a fazer.

O piquenique estava delicioso, mas acho que preferia ver-te apreciando cada colherada do que comer. Ia sendo devagar, eu ia te dando cada uma delas e mesmo ao te ouvi reclamar sobre gorduras, eu continuava vendo a expressão de deleite em seus olhos.

A musica tocava, minhas mãos estavam ao redor do seu corpo. Íamos devagar pelo salão, junto de outros milhões de casais, mas apenas nos dois importávamos. Meu rosto colado ao seu, seu cheiro entrando pelo meu nariz, embriagando devagar, nossos corpos deixando serem embalados pelo ritmo. Aquele foi o momento em que mais pude te entender, e me entender. Mesmo sem termos trocado uma única palavra.

Fechei meus olhos com força, não queria, mas o fiz. Precisa saber se era apenas um sonho. Contudo ao os reabrir, você não estava mais lá... Sua voz e nossa brincadeira de criança tinham desaparecido. Não importava o quanto eu abrisse e fechasse os olhos, você não voltou a reaparecer na minha frente com um sorriso e a voz doce.
O filme era o que menos importava, olhava para o meu lado...vazio. Procurava tentar te imaginar, sem conseguir muito sucesso, pois nem a minha imaginação mais perfeita chegaria aos seus pés. Olhava sem jeito para o chão, pois você não estava lá e eu tentava te reinventar.

O piquenique estava delicioso. Ia apreciando as colheradas. Podia sentir meus olhos contentes por sentir o doce gostoso escorrendo pela minha garganta. Porém, não havia seus olhos ainda mais doces para me olhar e brigar por comer tudo só ou querer dar-lhe todo o doce. Apenas um pano estendido, para uma única e simples pessoa que comia calmamente.

A música tocava, minhas mãos estavam ao redor do meu corpo. Ia devagar pelo salão ao redor de um milhão de casais, todos eles importavam mais do que eu. Sem cheiro, sem rosto colado, sem você. Essa foi a noite que mais entendi de mim, sem mesmo ter tido um único pensamento completo.

A nova mão está colada a minha. A rua parecia não ter fim, e vamos conversando. Amantes recente descobertos. Eu sorri mais do que conseguia me lembrar, estava tudo fluindo de maneira tão natural, que eu conseguia ver a felicidade pulando dos nossos olhos. Contudo, eu vou sentir falta de você. Sim, eu vou. Não importa com quem esteja ou quem seja agora. Eu continuarei te amando. Eu apenas queria que você soubesse...

***
Devagar espero voltar a escrever pequenos contos ou grandes histórias que deixam a todos felizes ou nos façam refletir por um segundo.
Esse pequeno conto é dedicado a minha amiga Ale por ter me dado a insipiraçao de volta (ou como nos diriamos, minha mente de volta ao meu corpo) com uma simples frase. Obrigada!
beijos a todos

Imaginação

Na janela, a chuva batia com violência, e dentro daquele quarto o doce som do piano tocava sem parar inúmeras vezes. Escuro dominava, não havia nenhuma fresta sequer. Era tudo tão negro , que ela tocou o chão e caminhou calmamente, pois não queria esbarrar em nada. Chegou na frente do espelho. Começou a imaginar como estaria naquele momento. Pensou em cada pequeno detalhe e quando finalizou, fechou os olhos. Acendeu a luz, pode senti-la atravessando suas pálpebras. Abriu mos olhos calmamente e se mirou no espelho. Olhou cada detalhe. Apagou a luz e voltou a caminhar para a cama.
-Nossa imaginação é sempre melhor!