Páginas

A melhor coincidência

O ano começou e tinha tudo para dar certo. Eu parecia ter toda a sorte do mundo em 2008, pena que as aparência enganam.
Para começar, bem, eu tinha passado para uma faculdade pública que não era minha primeira opção (na verdade, era a última), mas era publica e eu ia fazer minha amada biomedicina. Contudo, só aquilo não me bastava. Eu queria ir além, então, resolvi que mesmo com uma boa opção em mãos queria e tentaria de novo.
Voltei a rever meus amados professores, só que agora sem o estresse do ano passado. Eu ia ás aulas para me divertir e aprender. Para minha surpresa, isso me fez saber muito mais do que antes. Era tão bom! Isso também devia-se, em grande parte, ao fato do reencontro com velhas amizades.
Não lembro bem o mês, mas sei que foi durante a semana. Eu estudava... bom, não vou mentir, eu jogava no computador, mas eu devia estar estudando, então shhhhh... segredo! Onde eu tava? Ah sim, jogando... Daí o telefone tocou e era outra universidade. Eu tinha passado em duas! Meus olhos brilhavam e acho que chorei de emoção. Eram duas das quatro que eu tentei. Minha mãe foi a primeira a saber, lembro dos gritos no telefone. Foi muito hilário.
Para comemorar, meus pais decidiram fazer uma viagem. Bom, meu pai tinha que ir trabalhar fora e decidiu me levar, mas foi tudo tão mágico. Foram as melhores semanas até então.
Quando voltei havia fotos, presentes e novidades, muitas novidades. O ‘msn’ era enlouquecedor, todo mundo (bando de fofoqueiros ) queria saber o que tinha acontecido comigo. Daí eu contava, me senti popular pela primeira vez na vida. Quase uma pop star. Ok, eu e meus exageros!
Uma amiga acabou insistindo para eu fazer uma página na internet para colocar as melhores fotos e contos, entretanto quando entrei vi que as pessoas colocavam mais seus desenhos (na época, eu não sabia como funcionava a página temperamental chamada DA) Minha vontade era de não fazer a pagina, pois nunca achei que tivesse muitas habilidades artísticas, mas por fim, decidi tentar, afinal não iria me matar. Fiz! Era estranho no começo, porque só as minhas amigas mais intimas comentavam e isso me deixava meio deprê.
Enquanto eu começava a explorar o DA, veio mais resultados das faculdade. EU tinha passado em três, a última conhecida como uff. Eu fiz minha decisão; Parei o cursinho, ia aproveitar umas semanas em casa! Achei que seria O máximo e que faria tudo o que não fiz em 2007, mas... Não foi bem assim!
Fiquei entediada, presa em casa porque todas as minhas amigas estavam estudando ou pro vestiba ou nas faculdades. Minha grande diversão passou a ser desenhar, escrever , falar com as minhas amigas de longe e mexer no DA.
Lembro que era noite, eu estava novamente no DA. Era meio chato ficar lá, porque quase todo mundo que eu conhecia era estrangeiro. Então, viva o inglês! Na verdade, o que mais me deprimia era não encontrar pessoa do meu pais. Enquanto pensava nisso, eu vi um lindo desenho de Karin First Love. Babei na hora, acho que nem um babador daria um jeito para me ajudar. Cliquei na foto e fiquei vendo os trações e os detalhes.
Desde aquele momento, me senti atraída por aquela imagem. Já tinha visto desenhos lindos, mas aquele era mais. Eu tinha me apaixonado pelos traços, era uma mistura de anime com traços originais. Acredite ou não, era meu sonho fazer algo naquele gênero – claro que não chegaria nem perto daquele- Para minha surpresa, ali embaixo, vinha o seguinte comentário “ bla bla bla bla ... feito a lápis de cor... bla bla bla” voltei e fiquei sem acreditar na paciência do maluco, o desenho era detalhado e perfeito, eu tinha mais inveja da paciência do que do talento ( ok eu tinha dos dois!!!) Depois caiu a ficha, o autor era brasileiro, ou pelo menos falava a minha língua. Fui á pagina principal e vi o nickname: justmaryy... era uma menina, afinal das contas. Comecei a ler curiosa coisas aleatórias da pagina dela quando meus olhos pararam em seu nome, que coincidência Mariana e fazia vestibular (mesmo eu tendo parado, ainda achava fantástico essas semelhanças) continuei a ler e tomei uma decisão... deixar um comentário. Porém, eu a primeiro momento sou muito tímida e não sabia o que dizer, então apenas escrevi que tinha amado a galeria e que tínhamos coisas em comum. Para ser sincera eu a achei simpática, mas jamais imaginei que viria uma resposta.
Tempos depois, ok mentira, no dia seguinte mesmo veio uma resposta acompanhada de um watch (isso pro site representa amizade) Ela estava falando super meiga comigo e eu achei aquilo tão legal. É raro encontrar pessoas assim.
Bom, mas acabou que o papo morreu e o tempo foi passando, ás vezes eu comentava nos desenhos dela, mas eu era mais uma em um milhão (ela é bemmmmmmmmmm popular) Contudo, a cada comentário sempre vinham respostas dela.
Até que um dia, ela começou uma HQ. Eu achei brilhante e penso secretamente que ela deveria publicar a historia, mas...continuando. Comecei a ler e achei fantástico. Os personagens tem um brilho e ela conseguiu fazer uma coisa muito difícil, fugiu do clichê das historias românticas. Posso dizer como toda a certeza do mundo, sou fã de carteirinha da história dela (apesar de ainda discordar do titulo hahahaha)
Foi quando em um dos meus comentários escapou meu hobby pela literatura, principalmente pela minha literatura. Na mesma hora, ela se mostrou interessada em ler. Não posso dizer que compartilhei desse entusiasmo, porque fiquei insegura – a história estava tão parada- mas já tinha aberto meu bocão mesmo, então resolvi mandar.
Nisso de querer ler, trocamos nossos MSN, o que nos fez conversar bastante. Finalmente, ela me cobrou a fic, eu mandei e exatas 24 h depois me apareceu comentários dela pedindo por mais. Em menos de duas semanas, ela leu as 150 folhas que eu escrevi e passou a ameaçar minha vida se eu não continuasse. Aquilo significou parra mim muito mais do que já disse, ela me trouxe de volta o ânimo pela escrita e me mostrou que há pessoas que gostam de chorar por um drama.
Depois de ela ter, praticamente, comido o computador lendo, começamos a conversar e saber mais uma da outra. Foi á que notamos que as coincidências não terminavam no nome. Nós tínhamos tanto em comum que brincávamos de escrever o livro das coincidências. Era estranho tudo isso para mim, porque eu queria saber mais coincidências e quando algo era diferente eu pensava “ ah! droga!”. Porém, aquilo nos tornava diferentes, únicas, mas ligadas por um estranho fio de coisas parecidas
Como toda boa historia Hollywoodiana, veio um momento no qual nos duas fomos abaladas por pessoas que amávamos. Para mim, essa era uma coincidência da qual eu queria tê-la poupado, mas o destino nos fez passar por isso juntas. Acho que a ajudei de alguma forma -todos dizem que eu sou uma palhaça e acho que conseguia animar as suas noites. Entretanto, sei o aquela fez por mim. Ela me ouviu e ainda por cima me aceitou com todos os meus segredos, me aceitou como sou. Aquilo representou mais para mim do que mil abraços ou consolos.
Talvez para superarmos a crise nos focamos em livros. Sempre fui fanática por eles, então, eu indiquei alguns e a Mary decidiu começar pelo de vampiros. Antes que nos déssemos conta, estávamos envolta por folhas, idéias ,desenhos. Quando dei por mim, tinha anúncios no DA sobre a história que nos duas estávamos fazendo baseada naquele livro que eu tinha indicado. Sinceramente, eu no começo pensei que fosse uma forma de fugir do mundo real e de todos os problemas que eu tava passando, mas não era. Eu tinha me apaixonado por nossos personagens e pela maneira dela de escrever e, e como de uma maneira estranha sempre pensávamos as mesmas coisas ou tínhamos as mesmas idéias. Contudo, eu me encantei pela historia, porque na verdade, foi uma forma de conhecer um pouco mais a Mary e dela me conhecer.
Agora no final do ano, a gente não anda se vendo muito e eu tenho saudades dela, mas entendo que é a carreira dela e esperarei o tempo que precisar.
Uma vez li que um amigo é um presente que se dá a si mesmo. Outra vez li que quando duas pessoas soa feitas uma para outra, um laço vermelho as une. O que eu posso dizer? Você foi minha dádiva, o melhor presente que eu podia receber! E acho que estamos conectadas, mesmo que não seja um laço vermelho, há algo mais resistente que nos atrai. Uma coincidência nos uniu, várias outras nos mantiveram juntas. Você foi a minha melhor coincidência.
Continuamos juntas, pois ainda há muito o que descobrir, muitas histórias para criar, muitos desenhos para fazer, muitos escravos para conquistar (nesse momento eu vejo Diego e Sam correndo para longe)
E para finalizar, vou plagear um grande autor. “Pela Mary, eu sou Edward, Victor, Mark, não apenas Mari, não mesmo. Sou tudo o que ela quiser, pois ela merece” feito por Mariana Cagnin. Porque nem a Demo-mor poderia ter dito melhor!

3 comentários:

はたけ Nina disse...

o/ legal!

* (nao sei que dizer mais)

Espero que tenha anos melhores!
Bjo

justMaryy disse...

eu coneço essa!! xD
minha muss literária!!

justMaryy disse...

musa*