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Sob a escuridão. Sob o Sol.

As ruas escuras e desertas

uma figura caminha com uma enorme capa

pelas sombras ele vai.

Segurando uma rosa,

segurando as lágrimas.

A rosa é vermelha,

as lágrimas transparentes,

a capa cinza.

O sol começa a nascer,

o homem para, já sem a capa.

Olha para a imensidão de prédios.

Deixa a rosa cai,

deixa as lágrimas rolarem.

Sob a luz do Sol, sobre as pedras da rua

ele jurou nunca mais chorar,

nunca mais pegar o caminho fácil.

Mas somente por aquele momento,

somente até o sol aparecer totalmente no seu caminho,

ele iria se entregar as lágrimas.

Pela última vez.

2 comentários:

Sonya disse...

Mais um dos seus magnificos poemas...sério eu adoro le-los! COntinue escrevendo os seus poemas e nos mostrando sempre que poder...seu dom maravilhoso não merece ficar oculto...
Um beijo da sua mana

Nina-chan

Mayara disse...

Vc escreve muito bem!!!
Acho que ainda vou ouvir falar de você em?
hihihi
muito linda *_*
bjs Mari!!